UM ARTISTA PRECISA ESTAR SEMPRE PRONTO PARA RENOVAR SUA LINGUAGEM

Atualmente Jiddu Saldanha oferece oficinas de: Artes da Mímica e Teatro Físico, Contação de História, Direção Teatral, trabalhos com Cinema Digital além de shows, performances e espetáculos. CONSULTE-NOS www.jiddusaldanha.com.br

OBRIGADO POR ME PRESTIGIAR!

sábado, 12 de agosto de 2017

Por Detrás do Silêncio, hoje, no USINA4, pelo Circuito Trigal de Artes.

Para quem não sabe, TRIBAL significa Associação Tributo à Arte e À Liberdade.

Hoje começa o Circuito TRIBAL de Artes e, quem vai inaugurar, será o espetáculo "Por Detrás do Silêncio", de Jiddu Saldanha e Álvaro Assad.  Pantomimas clássicas e contemporâneas interpretadas por Jiddu, mostrando um pouco da hoje, raríssima, pantomima teatral. Nos últimos 30 anos, os mímicos da geração 80 e 90, são os poucos que ainda preservam a pantomima em seus repertórios. Uma geração que veio no rastro de mestres como Ricardo Bandeira, Luis de Lima, Vicentini Gomes e Lina do Carmo e a referência mundial, o inesquecível do mestre francês, Marcel Marceau.
Com uma agenda de diversos artistas associados, que farão apresentações para ajudar a tirar a associação de sua crise financeira. Perto de completar 14 anos de existência, a TRIBAL construiu seu legado, junto aos artistas da cidade, oferecendo suporte técnico, produzindo reflexão crítica e apoiando produções locais. Tornou-se onipresente em festivais locais, cedendo seus equipamentos e reforçando a necessidade de construir um caminho de profissionalismo e autonomia para os artistas.
Chegar até aqui, entretanto, não foi tarefa fácil. A associação discute coletivamente todas as suas ações e, enquanto não chega a um acordo coletivo, os projetos não saem do papel. Desta forma, o ritmo, parece ser lento, mas não é. Quando os olhares se encontram e os projetos começam a acontecer, uma produção rica em diversas áreas começam fluir e tudo parece ser espontâneo, mas não é. Cada ação é o resultado de discussões, reflexões e uma longa espera até o ponto zênite de cada realização.

Criado em 1991, o espetáculo "Por Detrás do Silêncio" está em cartaz até hoje. Foto: Ricardo Schmith


O Circuito Tribal de Artes, em primeira mão, tem o objetivo de socorrer, financeiramente, a associação, mas é um evento que, sem dúvida, veio pra ficar e, não há dúvida, que mais uma vez, a associação vai se reinventar, sempre colocando, no foco, o artista, sua criação e presença, no cenário artístico da região.

SEVIRÇO
😃 Circuito TribAL de Artes apresenta:
“Por detrás do Silêncio” - Espetáculo de Mímica com Jiddu Saldanha
Dia 12 de agosto (sábado) às 20h 
Local: USIN4 – Rua Geraldo de Abreu, No 4 – Jd. Excelsior – Cabo Frio/RJ
Entrada: R$ 10 (meia/antecipado) e R$ 20 (inteira)
Indicação 10 Anos
Infos: 22 97401-8090
(Apenas 50 ingressos, garanta o seu!!!)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A Mímica Invade Rio das Ostras!

Apesar de intensa militância no fazer mímico da Região dos Lagos, meus espetáculos aqui, são raros. Mas quando acontece, é inesquecível, para mim e para o público que me prestigia.

Experimentar viver e criar, dentro de um contexto onde a arte da mimica pode ser transmitida para as novas gerações a
partir dos artistas das novas gerações.

Nathally Amariá e Jean Monteiro
Viagem ao Mundo da Mímica.
Lembro que, quando cheguei em Cabo Frio, em 2004, dei uma oficina de mimica e fiz uma abertura no festival estudantil, o FESTUD, depois disso, dei outras oficinas, até que, em 2010, fiz um espetáculo inteiro, em comemoração do aniversário do Teatro Municipal, Inah de Azevendo Mureb. No Fest Solos I, em 2014, abri com meu espetáculo "Por Detrás do Silêncio", e fui convidado, também, para o FESTUD em 2015, onde me apresentei com a Estúpida Trupe, uma bela lembrança da minha carreira, onde pude contracenar com a nova geração de artistas de Cabo Frio, destacando os artistas Daniel Arm e Nathally Amariá.
Agora, em 2017, recebo um convite para me apresentar num belíssimo teatro. O Teatro Popular de Rio das Ostras, tem uma história rica e exemplar, para a Região dos lagos, no Rio de Janeiro. Ha muito que Rio das Ostras virou rota do fazer artístico local e internacional, e seu teatro, além de belíssimo, por fora e por dentro, já é sinônimo de lugar onde o público comparece e arte frutifica. 

Estou indo para lá, com o coração cheio de alegria e muita energia, para mostrar meu repertório de mímica clássica e contemporânea, ao lado de dois artistas das novas gerações: Jean Monteiro e Nathally Amariá. São jovens que identificaram no fazer artístico, a veia profissional, e que, sem dúvida, despertaram para a arte da palhaçaria, da mímica e do teatro, um grande talento. Nada como desfrutar dessa nova descoberta, fazendo meu espetáculo "Viagem ao Mundo da Mímica" e seguir proporcionando aos novos artistas, a oportunidade de conhecer um OFÍCIO cheio de possibilidades, abraçar o palco e conhecer grandes teatros.


Um teatro é um teatro. Por fora e por dentro, o Teatro de Rio das ostras é rota do melhor que acontece nas artes cências
brasileiras. E agora, estará recebendo espetáculos de mímica.
Com uma história recente, mas muito rica, o Teatro Popular de Rio das Ostras, é um templo da cultura. É um prazer levar, além dos trabalhos da Estúpida Trupe e o TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, um pouco da experiência angariada ao longo de 3 décadas de vida dedicada ao teatro, com altos e baixos, mas com o coração cheio de esperança no futuro e nas novas gerações.


A Arte da Mímica, cada vez mais forte, no Interior do Estado do Rio de Janeiro, do local, para o Universal.
SEJA NOSSO CONVIDADO!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Karol Schittini no Teatro Serrador - RJ - Cinelândia - Dia 03 de Agosto às 19:30

O Teatro Serrador é um templo da cultura carioca e virou espaço para artistas empreendedores e de iniciativas próprias. Nasceu com a vocação de resistir e por isso, combina com o perfil de uma das mais ativas artistas brasileiras, do momento; Karol Schtittini!

Conceição - Interpretada por Karol Schtitini, direção: Jiddu Saldanha - desde 2013 em Cartaz. 8 prêmios e diversos
países, além de circular por cidades brasileiras. 
Desde 2013, em cartaz, o espetáculo Residência no Redomoinho vem viajando por diversas cidades brasileiras, além de já ter visitado países como Argentina, Portugal, Venezuela, Colômbia, Espanha, entre outros. Um mergulho na essência da obra de Guimarães Rosa e que traz um forte confronto da solidão de uma mulher que abre caminhos, num mundo machista, para levar seu desespero em forma de histórias que constrói um outro imaginário civilizatório. Conceição, antes de ser um retrato colhido na obra de mestre Guima, é, acima de tudo, a víscera desta atriz combativa e que vem abrindo, com a força de seu coração e a anergia de sua arte, um espaço cada vez maior, na arte brasileira. 

Karol foi escolhida pela curadoria de Julio Adrião, para fazer parte deste grande momento do teatro Carioca, uma mostra
com o melhor do teatro Solo Brasileiro, em Solo Brasileiro.
Escolhida pela curadoria de Julio Adrião, para estar junto dos grandes nomes do teatro, da nova geração, Karol vem alçando seu vôo com muito trabalho e dedicação. Com isso, ela junta o melhor de seu momento artístico, para mostrar à platéia Carioca, sua fúria visceral e criativa. O Solo da atris Karol Schittini, que tive a honra de dirigir, estará no Teatro Municipal Serrador, um dos maiores templos da cultura Carioca, na Cinelândia, RJ - Dia 03 de Agosto as 19:30. Um grande momento, um belo teatro, para contemplarmos o esforço de um atriz que está cada vez mais, conquistando seu espaço e o respeito. 
O Espetáculo Solo "Residência no Redemoinho", completará 05 anos, em 2018, e já ganhou 8 prêmios; além de viajar para diversos países da América do Sul e Europa... Vale a pena conferir o trabalho desta atriz Magistral!

SERVIÇO:
Teatro Serrador - RJ / Cinelândia.
Data: 03 de Agosto (Quinta-feira)  - 2017
Hora - 19:30
INGRESSOS - R$ 40,00 - Inteira / R$ 20,00 - MEIA.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Ivan Alves na escola Luis Louis - Mímica Total.

Recebo feliz, a notícia de que o ator Ivan Alves, foi estudar em São Paulo, no curso do meu querido amigo Luis Louis, sem dúvida, um dos grandes nomes da mímica no Brasil, da atualidade. Tive o prazer de ver o trabalho de luis Louis, em 1996, e São Paulo, num festival produzido pelo SESC-SP, foi uma linda experiência ver um mímico perfeito, no palco, com uma forte pegada técnica, o que muito me impressionou. Em 2012 e 2013, nos reencontramos no Festival de Brasilia e foi muito bom, ver o grande artista, amadurecido não só na arte como também no caráter. Além de um excelente profissional, Louis Louis é uma das pessoas mais incríveis, que tive o prazer de conhecer.
Hoje à noite, abro meu facebook e vejo que, um dos artistas que mais admiro, na região dos lagos, o querido Ivan Alves, acaba de fazer o curso de mímica total. Sem dúvida, um precioso encontro entre duas pessoas, Luis e Ivan, de gerações diferentes, mas de almas irmãs, no sentido do caráter e da integridade profissional. Que a arte siga trazendo frutos para a mímica e que os mímicos sintam a energia forte de mais um aprendiz que bebeu da água do grande rio. Viva a arte da mímica.
(Jiddu Saldanha - Blogueiro).

Perceba a maravilha e a energia bonita numa das mais belas experiências mímicas
do Brasil



domingo, 18 de setembro de 2016

Mímica na ESLIPA

Desde minhas primeiras aulas, como professor de mímica para palhaços, na ESLIPA, algo me chamou a atenção. Sua metodologia. Com uma pedagogia libertária, fundada no conhecimento dos mestres palhaços, a ESLIPA flerta com o conhecimento em diversas nuances. De um lado, valoriza o conteúdo teórico e a percepção histórica do fazer "palhascesco", dentro de um universo onde o aprendizado é oferecido, juntamente com o conhecimento, por outro lado, uma escola focada no empirismo, onde o aperfeiçoamento da técnica, perpassa pelo contato permanente com o eu palhaço através da reflexão e prática desta arte.

Uma bela turma em 2012. Quatro anos depois, a ESLIPA segue crescendo
e proporcionando o que há de melhor, num aprendizado para palhaços.
Em 2012, circulando pelos espaços culturais do Rio de Janeiro, a ESLIPA ainda flutuava aqui e ali para realizar suas aulas. Lembro que fui dar aula na lona Crescer e Viver, e lá, reencontrei meu amigo, Vinícius Daumas. Também tive a oportunidade de encontrar a pesquisadora Alice Viveiros de Castro. Um manancial de conhecimento e generosidade, tendo como foco principal, os alunos. Gente focada e que hoje faz bonito no mundo da arte, Patrícia Ubeda, Lili Castro, Dio Jaime Vianna e tantos outros que potencializaram sua relação com a arte da palhaçaria. 
A ESLIPA é uma escola com modelo e pedagogia, únicos, longe de formalismos e caretices, a escola vai direto ao ponto, leva o profissional que trabalha no ofício, aqueles, obviamente, que percorrem uma filosofia na vida artística de seu criar cotidiano, assim, o contato com profissionais como Pepe Nuñez, Biribinha e Lili, entre outros, transforma uma linguagem que transgride as formas tradicionais para respeitar a tradição, um paradoxo, típico do mundo contemporâneo, não se pode falar em palhaçaria se conhecer os verdadeiros palhaços.
Em 2015 e 2016, a Tive a honra de voltar a dar aula na ESLIPA a convite do meu mestre e guru Richard Riguetti, encontrei um ambiente velho e novo. Velho porque a valorização à tradição, não ser perdeu, o que dá à ESLIPA um vigor único; novo porque tudo está nascendo e renascendo ali. Desde o figurinista e o estudo de ambientação para uma reprise, até a reflexão e abordagem sociológica, importante, para se discutir, acima de tudo, a ética por trás da vida de um artista que vai devotar seu destino aos picadeiros.

Estudar mímica com palhaços e cima de um picadeiro, é um sonho vivido.
Aula em 2016, na Escola Nacional de Circo, para alunos da ESLIPA.
Em 2016, participei de uma roda, das mais bonitas, foram dois dias de aula e um mergulho na essência e na criação, mas, o mais bonito foi ver nascer e se resolver, um conflito dentro da escola, uma discussão profunda sobre relacionamento humano, um debate e uma mediação que levou todos os alunos a emitirem seus pensares sobre ética e visão de mundo. No final, um abraço coletivo, muitos abraços e muitos reencontros de emoções, em seguida, uma aula de mímica para palhaços.
Desde que comecei a fazer mímica, em 1989, fui tocado pela energia do meu mestre Everton Ferre, tenho sido fiel à sua visão de ética e procurado fazer da pantomima, não apenas um ganha pão, mas uma forma de ver e perceber o mundo, através das oportunidades que recebo, vivo e vejo na rotina constante do meu fazer diário. Não é fácil ser mímico, nada é fácil. Lidar com a invisibilidade é bem mais complicado do que enfrentar o silêncio, já que este, para nós, os mímicos, é uma forma de eloquência também. Levar para uma sociedade um olhar e tirar dela outros olhares para vida, este tem sido o grande desafio e é por isso que eu simplesmente gosto de estar entre os jovens e a equipe da ESLIPA, uma escola do coração.

Jiddu Saldanha - Mímico e Blogueiro

quinta-feira, 24 de março de 2016

JIDDU SALDANHA - CURRÍCULO

JIDDU SALDANHA
Diretor, ator, dramaturgo, mímico e palhaço.






Contato.
AV. dos Pescadores, 12 / Ogiva – Caminho Verde / Cabo Frio Cep 28924100
(22) 2648-3763  (22) 9 96122210
e-mail: jidduks@hotmail.com


Casado, pai de uma filha, capricorniano. Natural de Curitiba, atualmente, residente na cidade de Cabo Frio - RJ, desde 2004.
Com 30 anos de carreira, estudou na PUC-Fundação Teatro Guaíra, de Curitiba-PR. Fez sua formação em mímica e pantomima com Everton Ferre e Luis de Lima. Ganhador dos prêmios "Jardim das Artes", São Paulo - 2004, "Marcio Carvalho" Rio de Janeiro - 2007 e "Gran Prêmio Internazional Yolanda Hurtado" - Chile - 2014. "É Facilitador de Mudanças Educacionais, formado pelo CECIP e International APS - Holanda. Atualmente, professor de teatro no OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio e diretor artístico do TCC - Teatro Cabofriense de Comédia.


Jiddu no Chile, 2014.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Mímica e Teatro Físico, a grande surpresa do teatro de Cabo Frio.

Nunca cobrei por minhas vivências de mímica, sempre fazia de forma graciosa e atendendo a chamado dos diretores da cidade, vez ou outra, pintava um dinheirinho mas o foco sempre foi divulgar e dar aos jovens, acesso à arte da mímica para que eles pudessem decidir qual escola seguir. Nem todos, no entanto, tiveram condições para seguir adiante, e, durante meus 12 anos de estada na cidade de Cabo Frio, não foram poucos os jovens que bateram à minha porta procurando o conhecimento deste tipo tão raro de teatro.

Daniel Arm, Gustavo Vieira e Sarah Fortes, a descoberta e colonização da arte da mímica para suas vidas de artistas
ainda iniciantes mas com grande talento e dedicação.


Desde que cheguei em Cabo Frio, em 2004, o cenógrafo, diretor de teatro e agitador cultural, hoje secretário de cultura da atual gestão do governo de Cabo Frio, José Facury. Me mostrou a cidade e os artistas locais. Foi amor à primeira vista. Ele me convidou para abrir o último festival estudantil, na época, só retomado 10 anos depois, coincidentemente, o retorno do FESTUD (Festival de Teatro Estudantil) teve, em sua 12ª edição, a minha participação de forma indireta, pois, sendo professor do OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio, tivemos uma forte representatividade neste festival, ocorrido em 2014.
A devastação política, causada por desentendimentos entre situação e oposição, amargou um atraso na vida teatral da cidade que não tem como mensurar, apesar disso, sempre houve resistência e a arte seguiu se adaptando, como um rio que contorna os barrancos. No ano de 2004 dei minha primeira oficina de mímica, em que participaram, entre muitos artistas locais, o ator Cesar Valentin e o, hoje, agitador cultural dos mais relevantes da cidade, Yuri Vasconcellos. Yuri, alguns anos depois, foi estudar com Júlio Adrião e criou seu primeiro solo narrativo, inspirado na obra de monteiro lobato, "A História das Invenções" já tem mais de 5 anos de vida. Neste espetáculo narrativo, Yuri utiliza técnicas de mímica, também, como expressão em cena. Além de Yuri e Cesar Valentin, alguns nomes estiveram presentes em minhas oficinas de mímica, tais como: Vivi Medina, Adassa Martins, Rafael Rodrigues, Bruno Peixoto, Louise Marrie, Julia Lima, Bárbara Morais, entre outros.

Em 2010, no Teatro Municipal de Cabo Frio, durante a realização do projeto 4X4 coordenado por Bruno Peixoto e
Fabio de Freitas, uma vivência em mímica que reuniu muita gente que batalha até hoje na vida artística de CABO FRIO
e RIO DE JANEIRO.

Entre uma e outra oficina, eu via aparecer nas minhas vivências, jovens vindos de diversas regiões de Cabo Frio e muitos já iniciados na arte do teatro, como Matheus Lima, que, algum tempo depois, foi estudar em Londres, trouxe seus conceitos e conhecimentos na arte do teatro físico e enriqueceu a cidade fazendo, inclusive, uma faxina, na visão estética do principal grupo de teatro da cidade de Cabo Frio, o grupo Creche na Coxia que, além de abraçar uma nova pequisa corporal emplacou um novo espetáculo chamado Hominus Brasilis, e que hoje, depois de uma indicação ao prêmio Shell de 2014, tornou-se um dos mais importantes trabalhos do teatro corporal nesta década. "Hominus Brasílis", foi dirigido pelos próprios componentes do grupo e, posteiormente, revisado por Júlio Adrião, um dos fortes nomes do atual teatro brasileiro. Hoje, o grupo criador de Hominus Brasilis chama-se  "Cia de Teatro Manual" e está sediada no Rio de Janeiro e Niteroi.
O ator da nova geração de Cabo Frio, Matheus Neves
faz sua performance de puro teatro físico, dirigido
por Kéren Hapuk, no Fest Solos 2 - 2015.
Com o passar do tempo, Cabo Frio, de certa forma, foi se tornando um polo atrativo para a arte da mímica. Em alguns eventos importantes da cidade, a mímica esteve presente, destaco aqui o FESQ (Festival de Esquetes de Cabo Frio) um evento incrível, que já teve 3 oficinas minhas, ministradas durante sua realização. Foi bonito ver alguns jovens do Rio de Janeiro e outros estados, procurar minha oficina e trocar idéias sobre teatro físico. Nunca procurei passar técnica alguma, minha oficina é uma provocação que visa despertar o devir corporal no estudante-artista, a provocação, é necessária para conferir ao interessado, o máximo de curiosidade sobre esta arte e somente a partir daí, levá-lo ao contato com a diversidade de técnicas e referências existente no campo do teatro físico. Teatro Físico, na verdade, é o outro nome dado à mímica, que vive transformações constantes e, também, uma forma de se libertar da pantomima, uma forma mais popular de mímica que predominou durante a evocação dessa forma de expressão teatral, no ocidente.
Atualmente, não tenho dado oficinas de mímica em Cabo Frio, a não ser um ou outro exercício, aqui e ali, no contexto das aulas do OFICENA - Curso Livre de Teatro, onde ministro aulas, auxiliando o diretor de teatro Italo luiz Moreira. Através de muito diálogo co Italo, vou mostrando, na medida em que sou solicitado, um pouco das técnicas de mímica que vão contribuir na formação livre do ator do OFICENA e contribuir para o resultado dos espetáculos que, variam entre Cenas Curtas e Repertório definido. Atualmente são duas as peças de repertório da Companhia Teatral OFICENA: "O Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna, onde assino a direção junto com o mestre Italo Luiz Moreira e "O Inspetor Geral" de Nikolai Gógol, também direção mútua com este grande diretor, o Italo.

Com direção de Jean Monteiro - Harley de Bragança, divertiu o público do
Fest Solos 2 - 2015, com uma brilhante e inesperada performance que fez
a platéia desabar em risos!
Recentemente, no entanto, tive uma alegria rara e inesperada; 5 artistas estudantes da cidade abraçaram de forma visceral a arte da mímica, para minha surpresa, demonstraram familiarizados com a arte da pantomima; São eles: Jean Monteiro, Gustavo Vieira, Daniel Arm, Harley de Bragança, Keren-Hapuk, Matheus Noves e Sarah Fortes. Esta última, inclusive, com apenas 14 anos de idade, fez um belíssimo solo no fesTSolos 2 - 2015, com a performance Lorelice vai ao Baile. Jean Monteiro, fez uma direção artística do ator-estudante Harley de Bragança; já, Gustavo Vieira, criou seu primeiro solo de mímica utilizando seu histrionismo natural e seu dom avassalador para a comédia, na cena "O Banho". Daniel Arm, já trabalhado na arte da palhaçaria, é um ator-estudante com fortes características para a arte da mímica, sua criação dramática "Clow Hamlet" impressionou a platéia de Cabo Frio, durante o fesTSolos 2 - 2015. Já, o jovem aspirante a ator, Matheus Neves, dirigido por Kéren-Hapuk, impressionou com sua performance de Teatro Físico, levando ao palco um curioso personagem inspirado no homem das cavernas.
Vejo grandes possibilidades na arte da mímica na Cidade de Cabo Frio, uma nova geração está surgindo e parece buscar um contato mais direto com a arte da mímica; mergulhar mais fundo na linguagem e disposta a descobrir novas possibilidades. Por enquanto, ainda fico apreensivo. Será que Cabo Frio vai ser tonar um celeiro da mímica?